Conheça Londres Part IV – Museu Britânico

museu_britanico_001

Conheça Londres Part IV – Museu Britânico

Conheça Londres Part IV – Museu Britânico – Olá pessoal, tudo bem com vocês? Hoje vamos dar continuidade aos pontos turísticos da encantadora Londres! Hoje vou falar sobre o maior museu de Londres – o British Museum. E aqui vai uma dica: Quando você for visitar esse museu vá com tempo, pois ele é realmente enorme!

Então vamos lá!!!

Espero que gostem!

museu_britanico_001
Conheça Londres Part IV – Museu Britânico

Conheça Londres Part IV – Museu Britânico – História do Museu

Fundado em 1753 e aberto ao público em 15 de janeiro de 1759, logo após a aprovação do Rei George II. No início, não passava de um amontoado de objetos sem nenhuma classificação ordenada.

No século XIX, foi estabelecido um modelo que se tornou obrigatório para todo museu moderno: exposições de entretenimento educacional combinadas a uma biblioteca para pesquisas dos eruditos e acadêmicos. Foi o primeiro museu público, gratuito, secular e nacional em todo o mundo, sendo um marco fundamental no estabelecimento do método museológico, trazendo relíquias da História Universal. É o segundo museu mais moderno do planeta, depois do Museu de Oxford. Seu acervo permanente conta com máscaras astecas, moedas do período helenístico, esculturas egípcias e gregas, além da Pedra de Roseta e partes do Partenon de Atenas.

conheça_londres_partiiii_entrada
Conheça Londres Part IV- Museu Britânico

O Museu Britânico hoje conta com um acervo de quase 8 milhões de peças, das quais apenas uma pequena porcentagem está em exibição devido à falta de espaço, tornou-se necessária a transferência de algumas coleções para a National Gallery (Galeria Nacional – 1824) e para o Natural History Museum (Museu de História Natural – 1880). Juntas estas peças contam a história das conquistas culturais da humanidade desde o início da história, há mais de 2 milhões de anos, até os dias atuais.

Conheça Londres Part IV – Museu Britânico – O que você precisa saber

Com um acervo tão rico, é difícil saber por onde começar a sua visita pelo imponente Museu Britânico, por isso meu conselho é que logo na entrada você pegue o mapa do museu, há diversos mapas e sugestões de visitas de uma, duas ou até três horas, eu levei o dia todo visitando o museu, mas aí vai do interesse de cada um, eu recomendo ficar o dia todo pois é uma aula de história incrível!

Além dos mapas, o museu oferece vários tours guiados, a maioria deles é gratuito, mas são todos em inglês. Clique aqui para saber mais.

Conheça Londres Part IV – Museu Britânico – Tours

Tour Eye-Openers: Em algumas galerias, com duração de 30-40 minutos, onde um especialista do setor apresenta os destaques daquela exposição;

Tours de 20 minutos cada, divididos por temas

  • O Partenon- 17h e 17h30.
  • O Iluminismo- 18h30 e 19h.
  • Pedra de Rosetta- 17h00 e 17h30.
  • Morte no Antigo Egito- 18h30 e 19h.

* todas as sextas-feiras no final da tarde.

Tour Around the world in 90 minutes – Tour pago (£12,00) que mostra os destaques da coleção, e acontece às sextas, sábados e domingos às 11h30 e 14h.

Palestra com convidados ou curadores do museu (gratuita e aberta ao público): De terça à sexta às 13h15;

** Guia multimídia disponível em 10 idiomas- infelizmente não tem em Português-  por £5,00. Este guia descreve mais de 200 objetos do museu.

museu_britanico_003
Conheça Londres Part IV – Museu Britânico

Conheça Londres Part IV – Museu Britânico – Polêmicas do acervo

Existe muita polêmica envolvendo a forma como algumas peças foram parar em solo britânico, e não é de hoje que governos de vários países vêm tentando reaver alguns dos tesouros expostos, por julgarem que são seus donos legítimos.

Em sua defesa, o Museu afirma que os itens do acervo fazem parte do patrimônio compartilhado da humanidade e que transcendem fronteiras nacionais. Em uma declaração publicada no site do museu, é afirmado: “a magnitude e a profundidade da coleção permite que as pessoas de qualquer parte do mundo reexaminem as identidades culturais e explorem a complexa rede das interconexões entre as culturas mundiais”.

Sem sombra de dúvidas, são poucos os museus do mundo onde é possível apreciar tamanha variedade e qualidade de exposições como podemos ver no Museu Britânico.

museu_britanico_004
Conheça Londres Part IV – Museu Britânico

Conheça Londres Part IIII – Museu Britânico – Os destaques do Museu Britânico

A área egípcia do museu é muito famosa por possuir diversas múmias. Mas há outros tesouros dentro deste incrível museu, tais como:

A Pedra de Rosetta – A Pedra de Roseta é um fragmento de uma estela (que significa “pedra erguida” ou “alçada”) de grano diorito do Egito Antigo. O seu texto foi crucial para a compreensão moderna dos hieróglifos egípcios. Sua inscrição registra um decreto promulgado em 196 a.C., na cidade de Mênfis, em nome do rei Ptolomeu V, registrado em três parágrafos com o mesmo texto: o superior está na forma hieroglífica do egípcio antigo, o trecho do meio em demótico, variante escrita do egípcio tardio, e o inferior em grego antigo.

Era exibida originalmente dentro de um templo, onde provavelmente foi removida durante o período cristão ou medieval, e terminou sendo usada como material na construção de um forte na cidade de Roseta (Rashid). Sendo redescoberta em 1799 por um soldado integrante da expedição francesa ao Egito, liderada por Napoleão. Foi o primeiro texto bilíngue a ser recuperado na história moderna, a Pedra de Roseta logo despertou grande interesse pela possibilidade de conter uma tradução da antiga língua egípcia, até então nunca decifrada. Quando tropas britânicas derrotaram os franceses no Egito, em 1801, a pedra acabou em posse do Reino Unido e desde 1802 está em exibição no Museu Britânico.

conheça_londres_partiiii_pedra_roseta-001
Conheça Londres Part IV – Museu Britânico

Os mármores de Elgin – Os mármores do Partenon, também conhecidos como mármores de Elgin, é uma grande coleção de esculturas em mármore levada por Thomas Bruce – Lord Elgin na época embaixador junto ao império Otomano – em 1806 da Grécia para a Grã-Bretanha. Aproveitando-se do seu domínio sobre os territórios da Grécia, conseguiu uma autorização do sultão para remove-los do Partenon.

museu_britanico_mármores de Elgin
Conheça Londres Part IV – Museu Britânico

O Moai da ilha de Páscoa – Também conhecida como Cabeça da Ilha de Páscoa é o nome que designa as mais de 887 estátuas gigantescas de pedra espalhadas pela Ilha de Páscoa, no Chile, construídas por volta de 1200 d.C. a 1500 d.C. pelo povo Rapanui.

conheça_londres_partiiii_Moai da Ilha de Páscoa
Conheça Londres Part IV – Museu Britânico

O jogo de xadrez de Lewis – O jogo de xadrez mais famoso do mundo, símbolo importante da civilização europeia. Um conjunto de setenta e oito peças de xadrez medievais que foi encontrado na ilha de Lewis, na Escócia, em circunstâncias ainda misteriosas. Em sua grande maioria talhadas de marfim de morsa, acredita-se que sejam de origem escandinava e que tenham sido feitas na segunda metade do século XII. As estatuetas são esculpidas minuciosamente, com expressões de espanto nas pequenas faces.

É de longe o maior conjunto de peças de xadrez antigas já encontrado, devido a sua antiguidade, grande quantidade, excelente estado e a habilidade que sua manufatura demonstra, são artefatos de grande importância da Idade Média, que mostra o grande nível da produção artesanal no norte da Europa na Baixa Idade Média, e a forte ligação cultural e política entre a Escandinávia e as ilhas britânicas na época, além da grande popularidade do jogo de xadrez no continente europeu. No Museu Britânico estão em exposição 67 peças, as onze restantes estão no Museu Real da Escócia em Edimburgo.

museu_britanico_jogo de xadrez de Lewis
Conheça Londres Part IV – Museu Britânico

A múmia de Katebet –

Uma das peças mais visitadas desta ala é a Mummy of Katebet Múmia de Katebet ou Katsbeth – sobre quem pesam várias histórias sinistras, ela é temida até pelos próprios funcionários do Museu. Os cientistas do Museu Britânico usaram um scanner CAT para saber mais sobre esta múmia sem danificá-la. Este estudo revelou que se tratava de uma mulher idosa, com apenas dois dentes e cujo cérebro não foi removido, um fato anormal no processo de mumificação. Identificada como sendo de Tebas, no Egito, onde viveu durante a 18.ª Dinastia, cerca de 1300-1280 a. C., onde teria sido uma princesa devota do deus Amon e cantora de hinos no templo do mesmo.

conheça_londres_partiiii_ala_egipcia-012
Conheça Londres Part IV – Museu Britânico

O sarcófago e as decorações desta múmia são bastante incomuns. O sarcófago, a forma da peruca e a posição das mãos, originalmente foram preparadas para um homem e não para uma mulher. Alguns dos objetos colocados sobre a múmia foram igualmente destinados a um homem, acredita-se que o sarcófago pode ter sido feito para o seu marido de nome Quenna cuja múmia, apesar de, hipoteticamente, estar ao lado desta originalmente, nunca foi encontrado e até duvida-se seriamente que alguma vez tenha existido.

A história esotérica em torno desta misteriosa múmia, vai muito além do que se conta, confirmando e também retificando as conclusões dos investigadores egiptólogos.

conheça_londres_partiiii_ala_egipcia-
Conheça Londres Part IV – Museu Britânico

No meio teosófico se fala da irmã de Tutmés II, que foi o quarto rei da 18.ª Dinastia Egípcia, uma princesa lindíssima de grande beleza, vivacidade e conhecimento espiritual. O seu nome Kali-Beth, “Princesa Negra”, uma descendente afastada de um rei antediluviano chamado Baal-Iman, “Rei Corvo”, que se diz ter baseado a sua vida em práticas necromânticas de magia negra e que acabou vítima de suas práticas maléficas. Por causa dessa descendência, as tíbias – forças sinistras de Tebas –  os magos negros arquitetaram um plano diabólico para sequestrar a princesa e mumificá-la viva.

conheça_londres_partiiii_ala_egipcia-
Conheça Londres Part IV- Museu Britânico

Kali-Beth foi sequestrada e arrasta para o seu antro tenebroso, onde foi submetida a um terrível ritual necromântico e mumificada viva, prendendo por práticas de magia negra o seu Ka (sua alma) ao seu corpo embalsamado, fazendo dela uma estátua animada, enquanto a vida espiritual e física da bela e infeliz princesa ia se apagando. Restando apenas o seu Ka, aprisionado ao seu corpo mumificado vivo. Sem vida orgânica e espiritual, tornou-se um terrível monstro sedento de vingança.

A intenção sombria de seus assassinos era fazê-la sofrer a tal ponto, que o ódio, a dor e a revolta dominassem seu Ka, fazendo com que as vibrações do seu corpo trucidado e revoltado se tornasse um poderoso emissor de energias maléficas. Assim Kali-Beth se tornou Kats-Beth, “Pedaço de Princesa”.

museu-britanico-ala-egipcia
Conheça Londres Part IV – Museu Britânico

Tal foi o poder desta múmia, que por onde passou caía sobre o povo toda a má-sorte, e foi através deste terror que inspirava, que os magos negros dominaram Tebas em todos os sentidos, desde o político até o religioso.

Isto é o que conta, a Teosofia Ocidental de Souza e de Luna, explicando assim, a razão do sarcófago destinado a um homem ter em seu interior uma mulher velha.

museu_britanico_ala_egipcia-002
Conheça Londres Part IV – Museu Britânico

Já que os símbolos encontrados no sarcófago de Katebet, são símbolos ligados a prática de magia negra. O escaravelho sobre o estômago é a representação da deusa Khepra que representa a Harmonia Cósmica, mas está se torna desarmônica quando é contrariada pelos sinais esboçados pelos dedos das mãos. A mão direita reflete o símbolo fálico de Saturno que mostra a função psíquica e passional de uma mensagem ofensiva a quem o contempla. Ali o espiritual e o amor puro são renunciados em prol da desarmonia, onde domina o ódio. Sendo também o escaravelho símbolo do renascimento da alma um indicativo de que a mesma pode ter sido literalmente aprisionada ao corpo, que seria a maior prova de que houve uma mumificação viva. Os dedos da mão esquerda de Katebet esboçam os cornos do touro que apesar de serem símbolo de virilidade, mostram a infidelidade. Ambas as mãos mostram uma mensagem caótica de infidelidade sexual, de paixão caótica, geradora de ódio.

museu_britanico_ala_egipcia-004
Conheça Londres Part IV – Museu Britânico

Sei que eu havia dito que teríamos 3 partes falando sobre Londres, mas como tem muitas coisas legais e interessantes – pelo menos ao meu ver – que teremos mais que isso…

No próximo post vamos falar mais sobre os museus de Londres!

Espero que tenham gostado! Deixe o seu comentário, dica ou sugestões sobre o nosso texto, pois assim poderemos melhorar para você!!!

Até o próximo Eh Noix no Mundo – Conheça Londres!!

Leia também : Planejando em ir para Londres ,Conheça Londres Part I , Conheça Londres Part II e Conheça Londres Part III – Madame Tussauds

Conheça Londres Part IV – Museu Britânico
5 (100%) 15 votes

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *